Por vezes é complicado escrever sobre coisas que nos afectam, não conseguimos ser imparciais.
Há sempre um rasgo emocional que nos turva a razão.
Ou será a razão que nos turva a emoção?
Acredito (concordem ou não) que o Homem é, "by default", emotivo.
Desde pequenos aprendemos a reagir (deixemos a perspectiva desenvolvimentista de lado, ok?) a estímulos, bons ou maus. Auto-defesa ou procura do prazer.
Grande binómino "dor-prazer".
Já lá vamos.
Defendem que devemos ser racionais, pensar nas nossas atitudes antes de as praticar, e acredito que até conseguimos faze-lo quando a nossa atitude não ameaça a nossa integridade quer emocional, quer fisica. Mas quando a coisa nos roça na pele ou na mente...upa upa.
Ai somos emotivos, ninguém vai parar para raciocinar se se deve defender ou não, se se deve proteger ou não. Protege e pronto!
Danos colaterais?Não se pensa muito nisso!
Há quem defenda o equilibrio...e o que é o equilibrio?50% emoção, 50% razão? E como operacionalizamos essa percentagem?Se for 45% razão e 55% emoção já não é bom?
Depois introduziram a "Inteligência Emocional" através de Goleman, que afinal cede perante a evidência de que a emoção está sempre presente, mesmo em background. Perfeito.Um conceito global, que não exclui algo social e moralmente aconselhável como a "Racionalidade" e admite a permanencia efectiva da "Emoção" no nosso dia a dia.
Acredito que a principal virtude reside em saber equilibrar, e não só em termos de igualdades percentuais mas sim em saber ser 100% emotivo quando a situação o exige e 100% racional quando é necessário.
Afinal, vivemos num mundo de loucos e camarão que dorme, a maré leva...
0 Tempuras:
Enviar um comentário